Uncategorized

Autores: Maria Alice de Sene Moreira, médica veterinária, Fiscal Agropecuário e docente da Faculdade Cidade Coromandel

Ana Paula Gomes Valadares, estudante de Medicina Veterinária da Faculdade Cidade Coromandel

A Brucelose também chamada de “aborto contagioso” ou “febre de Malta” é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria Brucella.  Importante para a saúde pública por se tratar de uma zoonose, isto é, uma doença transmissível dos animais ao homem.

Entre os bovinos caracteriza-se por provocar abortos geralmente no terço final da gestação, nascimento de bezerros fracos, retenção de placenta, repetição de cios e descargas uterinas com grande eliminação de bactérias.

No homem a infecção ocorre principalmente através do contato direto ou indireto com animais infectados e anexos fetais que são carregados de bactérias.

Pode também ser veiculada ao homem pela ingestão de produtos de origem animal contaminados, principalmente leite e seus derivados que não passaram por processamento térmico, por meio da ingestão de carnes cruas ou mal passadas ou ainda através da manipulação de carcaças e vísceras durante o abate.

Como métodos preventivos devem ser realizados exames de todo o rebanho pelo menos uma vez ao ano, aquisição de animais somente em plantéis livres da doença e a vacinação. Esta última é obrigatória além de ser o meio mais eficiente para evitar casos de brucelose na propriedade.

A legislação determina que todas as fêmeas bovinas e bubalinas sejam obrigatoriamente vacinadas quando tiverem idade entre 3 a 8 meses. Além disso, toda propriedade que possui fêmeas bovinas e bubalinas estão obrigadas por lei a comprovar a vacinação contra brucelose no mínimo uma vez por semestre. A ausência de vacinação pode resultar em penalidades (multa de R$ 89,83/animal não vacinado).

Como não há tratamento efetivo está previsto no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) o sacrifício de animais positivos. Para tanto os veterinários habilitados ao realizarem os exames deverão comunicar ao serviço de defesa sanitária do estado para que as providências sejam tomadas.